LeYa publica "Você não é tão esperto quanto pensa"

Editora LeYa publica no Brasil “Você não é tão esperto quanto pensa”, obra baseada no famoso blog norte-americano You are not so smart.
“O equívoco: Você é um ser racional e lógico que vê o mundo como ele realmente é. A verdade: Você é tão iludido quanto o resto de nós, mas tudo bem, é isso que o mantém são”.

Você acompanha as tendências, sabe qual é o carro do ano, o melhor celular no mercado, é popular no Facebook, está satisfeito com as suas opiniões e se considera uma pessoa, hum, como podemos dizer? Esperta. É, essa é a palavra. Só tem uma coisa, você não é tão esperto quanto pensa.

A editora LeYa lança em abril o livro “Você não é tão esperto quanto pensa”, do jornalista norte-americano David McReaney, baseado no blog de mesmo nome, You are not so smart, em que o autor, apaixonado por psicologia, analisa as desilusões vividas na carreira de jornalista literário e leva essas experiências para temas do cotidiano.

Com uma linguagem simples e divertida, David consegue tirar o leitor da zona de conforto e abordar questões como, por exemplo, as amizades virtuais. Afinal, não importa se uma pessoa tem 1.000 amigos no Facebook, já que ela realmente só fala com 150, pois esse é mais ou menos o número limite que nosso neocortéx, a parte do cérebro responsável por acompanhar os outros, aceita para manter a coesão social.

Se você assistiu a “Beleza Americana”, “Nação Fast Food”, “A Corporação” ou leu Michael Moore, Noam Chomsky e ouve Kurt Cobain gritando em uníssono contra o consumo, adivinha só? Esses apelos desesperados viraram produtos voltados para o lucro. Então – rá – - de um jeito ou de outro, você realmente não é tão esperto assim.

Em “Você não é tão esperto”, David McReaney não tem a pretensão de declarar verdades incontestáveis, mas sim, de uma maneira engraçada e descontraída, fazer um furinho na bolha de cada leitor e mostrar que estamos apenas desavisados sobre o quanto não sabemos.


Ficha Técnica
Título: Você não é tão esperto quanto pensa
Autor: David McReaney
Formato: 16 x 23 cm
Páginas: 256
Preço: R$ 39,90

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Biografia completa de Alice Cooper chega ao Brasil!

Eleito pela Revista Rolling Stone em 2006 como o "mais amado artista do heavy metal" chega ao Brasil em uma biografia completa lançada pela Madras Editora: Alice Cooper - Bem-Vindo ao Meu Pesadelo.

Baseado em entrevistas exclusivas com companheiros de banda, amigos, fãs e o próprio Alice Cooper, o autor faz da narrativa um retrato de um caras mais controversos do rock n'roll. A história de um filho de pastor do sul do continente norte-americano, cuja imagem abrangia toda a parafernália mórbida do terror chocante, traça uma carreira no rock de alturas inebriantes e quedas destruidoras, enquanto Vicent Furnier, também conhecido como Alice Cooper, lutava contra o vício do álcool e outras drogas, assim como demônios pessoais pesados que não tinham nada a ver com a persona teatral dos palcos.

Uma das mais completas biografias desse artista do mundo do rock. Baseado em entrevistas exclusivas com companheiros de banda, amigos, fãs e o próprio Alice Cooper, o autor cria uma leitura eletrizante e altamente compulsiva.

Em seu cerne é um grande paradoxo: o homem, renascido cristão que ama golfe, parece ser um dos seres mais agradáveis quando não está personificando seu maléfico personagem Alice Cooper.
Acima de tudo isso está a saga nem um pouco enfeitada de um grande sobrevivente do rock’n’roll, cuja jornada pessoal pelo choque, excessos, desespero e redenção faz desta biografia de Alice Cooper uma das mais chocantes e precisas do rock’n’roll. O livro é ilustrado e inclui uma discografia completa.

Nascido em Devon, Inglaterra, Dave Thompson é autor de biografias best-sellers, como as de Kurt Cobain, John Travolta e David Bowie. Ele possui mais de 100 livros sobre rock e música pop, cinema, esportes, filatelia, numismática e erotismo. Entre estes, destacam-se: U2: Stories for Boys, Depeche Mode, The Red Hot Chili Peppers, Phish, ZZ Top, Simple Minds, The Psychedelic Furs: Beautiful Chaos, Moonage Daydream, Hallo Spaceboy e Black and White and Blue: Erotic Cinema from the Victorian Age to the VCR Thompson é considerado um dos maiores experts sobre rock’n’roll. Em 1999, foi eleito entre os cinco melhores biógrafos de rock pela prestigiosa revista Mojo Magazine. Em 1989, mudou-se para os Estados Unidos, pouco tempo após ser proclamado o biógrafo inglês de rock mais publicado com menos de 30 anos. Nos anos 1980, atuou como colaborador regular do periódico semanal de música Melody Maker e também já escreveu para as seguintes publicações: Record Collector, Rolling Stone, Mojo, Q, Spin, Alternative Press e muitas outras. Atualmente, é colunista da revista Goldmine e colaborador da All Music Guide

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Vencedor do Man Booker Prize chega ao Brasil


Aclamado por crítica e público, chega ao Brasil o polêmico e premiado A questão finkler, de Howard Jacobson. Este romance extraordinário, engraçado e implacável mostra um dos melhores escritores contemporâneos em toda a sua genialidade.


“Um romance aterrador e ambicioso, cheio de sombras perigosas e águas profundas e escuras.” (The Guardian)

“Uma comédia maravilhosa digna do prêmio que recebeu.”
(Washington Post)


A questão finkler
(The Finkler Question)
Howard Jacobson


Quando lançado, muitos críticos consideraram que a história de Jacobson era um desrespeito à cultura judaica e que sua escrita era de baixa qualidade. Por outro lado, a maioria considerou o livro uma obra-prima, repleta de ironia e sarcasmo e que o autor teve enorme êxito ao fazer os judeus rirem de si mesmos. 

O ex-produtor da rádio BBC e depressivo Julian Treslove e Sam Finkler, filósofo, escritor e celebridade televisiva, são velhos amigos. Sam é judeu; Julian, não. A despeito do relacionamento cheio de altos e baixos e dos estilos de vida muito diferentes, eles jamais perderam o contato um com o outro – nem com o ex-professor Libor Sevcik, um judeu tcheco sempre mais preocupado com o que acontece no mundo do que com os resultados das provas.

Um dia, após um jantar, Treslove é assaltado em uma inusitada situação. Depois disso, toda a sua noção de quem e do que ele é sofrerá uma lenta e inelutável mudança.

A questão finkler é uma história contundente de amizade e perda, exclusão e pertencimento, e de sabedoria, humanidade e maturidade.

TRECHO

“Antes de Finkler, Treslove jamais conhecera um judeu. Não que ele soubesse, pelo menos. Supunha que um judeu devesse ser como a palavra judeu — pequeno, sombrio e saliente. Uma pessoa reservada. Mas Finkler era quase cor de laranja e explodia dentro da roupa. Tinha feições extravagantes, um queixo proeminente, braços compridos e pés grandes, para os quais era um problema encontrar sapatos largos o bastante, mesmo quando tinha apenas quinze anos (Treslove reparava em pés; os dele eram delicados como os de um dançarino). Mais que isso — tudo era mais no que dizia respeito a Finkler —, ele tinha um jeito imponente que o fazia parecer mais alto do que era e emitia veredictos sobre indivíduos e fatos com tamanha segurança que dava a impressão de cuspi-los. ‘Fale, não cuspa’, diziam às vezes os outros garotos, embora soubessem o perigo que corriam ao fazê-lo. Se todos os judeus eram assim, pensou Treslove, então Finkler, que soava como Sprinkler,* seria um nome mais apropriado para eles do que judeu. Razão pela qual era assim que os chamava em segredo — finklers.”



“Uma obra-prima... Como é possível ler Howard Jacobson sem se maravilhar com a musicalidade de sua linguagem, seu poder de construção de personagens e a acuidade dos seus insights?” (The Times)

“Até em seus momentos mais sombrios A questão finkler mostra a face mais autêntica e perniciosa do humor judeu: engraçada e, ao mesmo tempo, capaz de levantar questões morais profundas.”
(The New York Times)


Howard Jacbson é romancista premiado e crítico literário. Deu aulas na Universidade de Sydney, no Selwyn College, em Cambridge e, finalmente, na Wolverthampton Polytechnic – que serviu de inspiração para seu primeiro romance, Coming from Behind. Assina uma coluna semanal no The Independent e escreveu e apresentou vários documentários para a televisão. Mora em Londres.

SERVIÇO
A QUESTÃO FINKLER de HOWARD JACOBSON
Tradução de Regina Lyra
Literatura Estrangeira
Editora Bertrand Brasil
448 páginas
R$ 49,00
ISBN: 978-85-286-1649-1


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Um livro fantástico: Um menino e um urso em um barco - Dave Shelton

Um menino e um urso em um barco
Um menino e um urso em um barco
Um dos livros mais originais e divertidos que o leitor lerá na vida.

Arrebatador e envolvente, o título da obra de estreia de Dave Shelton diz exatamente o que é o livro: Um menino e um urso em um barco. Mas ele é muito mais do que isso. É a história de uma amizade que nasce nas piores condições, e uma lição sobre como aproveitar as ótimas surpresas da vida quando tudo parece estar perdido. Em 2012, foi finalista do Costa Children's Book Award. 

“Um livro fantástico.” (The Guardian) 

“Uma fábula à moda antiga, encantadora e com ilustrações adoráveis.” (Cambridge News)

“— Você deveria dormir — disse o urso. — Eu vou continuar por um tempo. Está uma noite muito agradável. Pensei em remar um pouco mais e observar a lua. 

— Observar a lua? — perguntou o menino. — Por quê? Ela não vai fazer nada, vai? Quero dizer, a lua é só a lua. — Mas, ao dizer isso, ele próprio levantou os olhos para ela e, como não havia nada melhor a fazer, ficou olhando durante um bom tempo. Ele tinha razão, a lua não estava fazendo nada demais. Mas também não precisava. Ela era simplesmente bonita. Simples assim. O menino olhou a lua durante mais tempo e com mais atenção do que jamais fizera (pois quem podia gastar tempo olhando para a lua quando havia uma tevê para ser assistida e videogames para serem jogados e revistas em quadrinhos para serem lidas?) e se sentiu, por um momento, calmo, confiante e seguro.” 

Um livro diferente de todos os outros. Uma aventura sem pressa e intenso, repleta de descobertas. Na época do seu lançamento, a crítica britânica o comparou a Max e os felinos, de Moacyr Scliar, e a A vida Pi, de Yann Martel. Segundo ela, a excelente diferença é que no romance de Shelton o animal é quem rema e conduz a história. 

É interessante notar as importantes mensagens que o autor passa ao longo de toda a viagem:

“— Oh, eu não tinha um plano — disse o urso. — Eu nunca tenho um plano. Não faz sentido ter um plano quando se é capitão de um barco. Quando se está lidando com o mar, você precisa ser capaz de se adaptar de um momento para outro. Você precisa lidar com cada situação à medida que ela surge. Não faz sentido ficar remoendo a respeito; você apenas diz: “Aqui estamos. O que fazemos agora?” (p. 141) 

Com ilustrações belíssimas, Dave Shelton mostra-se um contador de histórias único. Os traços feitos com muito cuidado e as cores fortes elucidam perfeitamente as emoções dos personagens em importantes situações. Uma trama capaz de encantar crianças de oito a oitenta anos. 

Dave Shelton nasceu e cresceu em Leicester, mas agora vive em Cambridge com Pam, Mila e um gato. Ele gosta de histórias em quadrinhos, críquete, palavras cruzadas e de conversar sobre canetas com cartunistas. Este é seu primeiro livro.

Informações

Título: Um menino e um urso em um barco
Título original: A Boy and a Bear in a Boat
Autor: Dave Shelton
Ilustrações: Dave Shelton
Tradução de Caroline Chang
Literatura estrangeira
Editora Bertrand Brasil
224 páginas
ISBN: 978-85-286-1618-7

Por Cadorno Teles

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Resenha: A Mulher Marcada - Hakan Nesser

A Mulher Marcada

Na época de Sherlock Holmes as investigações dependiam mesmo do faro dedutivo do detetive, e atualmente assistindo séries televisivas como CSI, Desaparecidos ou Arquivo Morto, vemos que para solucionar o crime os policiais se baseiam na ciência e na tecnologia para comprovar pistas, solucionar casos ou descobrir quem é realmente o criminoso. Os romances policiais do século XXI também estão seguindo esta linha, principalmente na premissa de que para resolver um caso há uma equipe de policiais especializados. A coleção policial da Suma de Letras, selo da Objetiva, recém-lançada, vem trazendo ótimas histórias policiais, entre elas, destaco A Mulher Marcada (tradução do sueco por Anna Nyström, 288 páginas, R$ 35,90), do escritor sueco Håkan Nesser (1950), um narrativa ambientada na fria Suécia, local não muito comum em histórias policiais.

O protagonista é o comissário Van Veeteren, um homem cético, solitário, meio que melancólico, mas experiente investigador, que Nasser apresenta no livro A REDE (Objetiva, 2005), estréia do professor escandinavo, que logo foi premiado como Melhor Romance Policial de Estréia da Suécia, e o alavancou à carreira mundial. Seu personagem possui até um seriado na TV, produzido em 2005, recebendo boas críticas pelo argumento psicológico, onde o comissário sempre busca compreender, sobretudo, as motivações secretas da alma humana que levam as pessoas a fazer o mal.

Nesse seu segundo romance, Nesser continua desenvolvendo sua história na fictícia cidade de Maardam e arredores, onde o versado Van Veeteren ajuda a polícia local a investigar um misterioso caso: um homem é assassinado em frente a sua casa com dois tiros no peito e dois na região genital. Entretanto, nada é roubado de sua residência. Inicialmente o caso parece um incidente isolado e só atrai a atenção da imprensa local. Porém, dias depois mais dois homens são encontrados mortos nas mesmas circunstâncias. A equipe de policiais investigadores reunidos, cada um com sua personalidade, procura pistas e apontam certas coincidências que levam o comissário a montar o difícil quebra-cabeça, que envolve as vítimas a algo que fizeram no passado, na época que estudaram juntos numa escola militar. O inspetor Munster, dá até a idéia que o assassino é uma mulher e após a descoberta que todos as vítimas receberam uma ligação telefônica com uma famosa canção dos anos 60 tocando ao fundo, supõe-se que todos os estudantes da época estão correndo perigo.

Mas após uma dica de um ex-aluno que mora na Irlanda, se revela que no dia da festa de conclusão do curso, um grupo de quatro alunos estavam com uma garota e que logo desapareceram para o centro da cidade, retornando somente no outro dia. Nesse grupo de jovens, havia as três vitimas do suposto serial killer, e o mistério do passado é revelado, os policias tem que correr contra o tempo para impedir que mais uma pessoa morra.

O autor utiliza referências de outros lugares europeus, mas grande parte do cenário está na gélida Maardam, a narrativa chega a ser previsível nas primeiras páginas, mas vale pela ambientação e pelos personagens. A série Suma Policial promete, com um projeto padrão, com cores variadas de capa e formato modelo, vale a pena conferir essa série que se soma às coleções lançadas por aqui no Brasil pelas editoras Record e Companhia das Letras.

Por Cadorno Teles

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Livro: Manual Para Não Morrer de Amor - Walter Riso

Manual Para Não Morrer de Amor - Walter Riso
Comprar na Livraria Saraiva
Em seu livro Manual para Não Morrer de Amor, Walte Riso mostra como é possível lidar com a rejeição, fato que tem afetado muitas pessoas em seus relacionamentos. Ter dificuldade de ouvir "não" e não saber lidar com os sentidos também é uma preocupação que o autor mostra no livro, e que pode te ajudar a superar um sentimento de sofrimento.

Leia também: 

É possível amar de verdade, intensamente, sem sofrer? Muitas pessoas acreditam que não, acham que sofrer faz parte de qualquer história de romance e, assim, ficam presas a uma relação que não gera prazer, mas sim angústia. Ficam emocionalmente cegas.

O respeitado psicólogo Walter Riso seleciona os comportamentos mais comum nas relações destrutivas e, a partir de uma série de orientações, encoraja o leitor a reinventar o amor e viver um relacionamento mais saudável.

"Porque é preciso saber viver o amor, e não morrer por causa dele."

O livro Manual Para Não Morrer de Amor está disponível na Livraria Saraiva.

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Release: A Magia de Hécate - Dylan Siegel e Naelyan Wyvern

A Magia de Hécate
Compre na Livraria Saraiva
Os Deuses antigos despertam e cantam para acordar bruxas e bruxos nos quatro cantos do mundo, convidando-os a participar da Bruxaria Moderna. Uma Divindade que chama com força particular é Hécate, a deusa helênica da noite, da magia e do submundo. Mas, apesar da força do chamado da Deusa, muitos novos bruxos e bruxas têm dificuldade de encontrar fontes que os levem além do básico. 

Como transformar o chamado que sentem em seus corações em rit­uais? Como expressar sua devoção de forma sincera? O que significa, de fato, um devoto dos antigos Deuses? 

Em A Magia de Hécate: Uma Roda do Ano com a Rainha das Bruxas, Dylan Siegel e Naelyan Wyvern compartilham suas experiências no culto e na magia da deusa Hécate, a fim de guiar bruxos iniciantes e sugerir formas criativas de celebração aos bruxos avançados. Neste guia devocional prático e poético, você encontra sugestões de Esbás e Sabás devotados exclusivamente à Deusa; descobre como invocar o auxílio dos espíritos de Hécate para sua magia e recebe várias formas diferentes de honrar a Deusa e, com isso, trazer as bênçãos dela para o seu dia a dia. 

Quer você conheça Hécate em suas muitas faces, ou esteja começando seu caminho na Bruxaria agora, este livro é um excelente guia para trazer a magia da Deusa para sua vida.

por Cadorno Teles

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Editora Peirópolis lança I-Juca Pirama em quadrinhos

I-Juca Pirama em Quadrinhos
Clássico de Gonçalves Dias ganha versão em quadrinhos com texto integral e mantém o mesmo ritmo e musicalidade do texto original.

Chega este mês às livrarias de todo o país o livro I-Juca Pirama em quadrinhos, lançamento da Editora Peirópolis que integra a coleção Clássicos em HQ. O poema “I-Juca Pirama”, escrito em 1851 pelo famoso poeta do Romantismo Gonçalves Dias, é mantido integral nessa versão HQ do quadrinista Laerte Silvino com o objetivo de preservar o ritmo e a musicalidade excepcional desse poema épico indianista. Dividido em dez cantos com versos decassílabos, a obra retrata o drama do grande guerreiro tupi ao ser capturado pela tribo dos índios Timbira.

Sobre o livro

De acordo com os costumes da tribo, o guerreiro aprisionado deve submeter-se ao ritual antropofágico do povo inimigo, momento em que a sua força e coragem são transmitidas aos seus captores pela carne devorada. No entanto, ao se lembrar de seu pai envelhecido, cego e perdido na floresta, o índio chora, transformando seu canto de morte em canto de amor, rompendo a tradição. Desprezado pelo inimigo por sua covardia, é libertado. 

Mais do que uma história da tradição indígena, a obra imortaliza-se por tratar de um tema universal: a relação entre pais e filhos e a preservação de valores. “Não escolhi transpor ‘I-Juca Pirama’ para os quadrinhos só por ser um belo poema; escolhi-o também por seu caráter histórico, que para mim se apresenta muito atual. Trata-se de uma obra que fala de bravura, coragem e honra: valores que muitos consideram esquecidos, mas que ainda vejo presentes não só em muitos de nós, mas também nos índios que restaram e seguem lutando pela sobrevivência de sua cultura”, afirma Silvino. 

Os desenhos de Silvino são reveladores. A cor da mata é ligeiramente alterada de acordo com o canto do poema. O texto, que é um exemplo da exploração do ritmo e da musicalidade como um recurso de expressão artística, teve o tamanho de seus versos completamente preservado na versão em quadrinhos. “Quando lido em voz alta, é capaz de nos fazer ouvir o som dos tambores que preparam o ritual do sacrifício”, avalia o professor Maurício Soares Filho no prefácio do livro.

por Cadorno Teles


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